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Qualidade na EaD

20 de julho de 2011 39Comentários
Qualidade na EaD

Acordo todos os dias, tomo um café, abro meu e-mail e invariavelmente está lá: uma divulgação de curso on-line, geralmente de cursos livres. Em meio a uma avalanche de ofertas e possibilidades, penso: será que são conteúdos de qualidade?

É inegável que existe uma quantidade enorme de bons cursos, produzidos por profissionais extremamente capacitados, dedicados e que elevam constantemente o prestígio atribuído à EaD. Não vou citar nomes aqui, mas diversos colegas me fazem sentir orgulho e uma imensa satisfação de nossa educação a distância.

Por outro lado, existem inúmeros oportunistas que enxergam a educação a distância como uma fatia do mercado repleta de oportunidades para enriquecimento rápido e fácil. Vários fatores contribuem para os chamados “abutres da EaD” (estabelecidos ou recém-chegados), geralmente envolvendo o termo “redução”, cito alguns:

- redução de infra-estrutura;
- redução do número de professores;
- redução de salários
- redução da interação
- redução de gastos
- redução de “alguma coisa”

Certamente isso gera uma situação que está na contramão de tudo aquilo que defendemos. Com todos os recursos e ferramentas disponibilizados, mais e mais pessoas se lançam neste mercado, crescendo o número de cursos e a mediocridade dos mesmos. Não vamos confundir democratização da produção do conhecimento com a disseminação desenfreada de produção de “cursos lixo”.

São verdadeiros caça-níqueis à disposição de quem se propõe a realizá-los.

Existem aqueles que obviamente podem pensar: Jurandir, você está dizendo que a educação a distância é ruim?

Claro que não, sou totalmente favorável e um ferrenho defensor desta modalidade de ensino. Ensino excelente, mediano e péssimo ocorre em toda modalidade, independente de presencial, semipresencial ou totalmente a distância.

A razão deste post decorre do crescimento indiscriminado dos cursos, e dos questionamentos advindos desta situação:

O que nós, como profissionais da EaD, estamos fazendo para alertar a população sobre os quesitos que podem ser indícios de um bom curso?

Por que não nos mobilizamos, incluindo representantes de diversos segmentos da EaD, para certificar a qualidade dos cursos oferecidos no mercado?

De que adianta se filiar a uma Instituição, exibir um “selo de mantenedor”, se tal selo pode estar sendo utilizado por um “abutre da EaD”, ávido por lucros. Não seria a hora de repensar os critérios para que este ou aquele se torne um mantenedor?

São assuntos delicados, que mexem com o bolso de muita gente, sanguessugas da educação que continuam um imenso ciclo vicioso que tem o aluno como o receptor de lixos travestidos de cursos.

Educação bancária, não só aquela definida e criticada por Paulo Freire, mas bancária, pois, além de considerar o aluno como simples depósito de conteúdo, vê a educação como uma simples mercadoria geradora de lucros.

É difícil mudar uma situação que está assim há muito tempo, é difícil nos mobilizarmos para levantar critérios e estabelecermos uma certificação de qualidade.

É difícil, mas é preciso.


39Comentários em “Qualidade na EaD”

  • André Paiva

    sexta, 26 de abril de 2013 às 09:52

    Concordo com o post e nosso protesto será de não mais usar o selo de associado, precisamos de união para um ensino de qualidade. já que a própria associação diz não julgar ou selecionar a qualidade dos associados. Gostaria antes de fazer uma observação.  O mercado atual de vendas de cursos livres online infelizmente está ficando “prostituído”, isto é, muitos pseudo-portais de EAD existentes no país oferecem cursos de baixa qualidade e até mesmo produtos que no meu conceito não poderiam nem obter o nome “curso” por se tratar de apenas uma simples apresentação de slides, arquivos em PDF ou material similar.  Infelizmente o selo desta associação está sendo utilizado por várias destas empresas como forma de “certificação de qualidade”, causando um efeito negativo para a própria associação, já que muitos alunos e empresas utilizam este selo como referência.  Fica como uma crítica construtiva a idéia para esta associação achare uma maneira de selecionar os membros da associação, através de análise de alguns requisitos, para que a própria associação ganhe mais credibilidade junto aos seus associados e mantenedores e também aos alunos que estudam a distância no Brasil. Inclusive no próprio portal da associação, na área instituicional, existe um tópico que fala sobre incentivar a prática de um ensino a distância com alta qualidade:  - incentivar a prática da mais alta qualidade de serviços para alunos, professores, instituições e empresas que utilizam a educação a distância; 

  • Vanessa Ortiz

    domingo, 23 de setembro de 2012 às 21:21

    Excelentes as colocações do artigo, lembram o neologismo de João Mattar sobre o "impostutor" na EAD. Precisamos pensar que, se formos vistos como meros "clientes", teremos o direito e o dever de cobrar um "produto" de excelente qualidade, pois estaremos consumindo não apenas informação, mas conhecimento.

  • Célio Wiehl

    terça, 21 de agosto de 2012 às 09:46

    Qualquer aluno, acredito, mesmo aquele que já realizou um curso superior, ao buscar mecanismos de aprimoramento profissional, busca também alguma qualidade no produto que está adquirindo, e não apenas cumprimento de fomalidade profissional:'mais um diploma'. Sempre ouvimos justificativas de instituiçoes menos significativas no mercado, que quem faz o curso, é o aluno. Ele é o elemeno de maior interesse neste processo, pois tudo que conseguirá através do curso que estará realizando, o diferenciará no mercado em atuação. Dos cursos EAD esperamos toda a seriedade necessária, afinal, um profissional diferenciado será formado atrvés dele. A qualidade oferecida pode ser avaliada em sua proposta pedagógica, sua metodologia, estrutura, avaliaçao e apoio, encontrados em seu site. A assimilação qualitativa ficará a cargo do estudante, recebedor ou não da qualidade. Toda educação, não apenas EAD, precisa ser tratada com seriedde, porque a decadência de nosso sistema de ensino iniciou-se muito antes da Educação à Distância.

  • Silvia Trevisani

    terça, 14 de agosto de 2012 às 20:48

    Com o aumento significativo do setor educacional, cresce também a necessidade por profissionais cada vez mais qualificados, por este motivo, a cada dia, cresce o número de alunos na Educação Superior. Neste contexto, a Educação a Distância (EaD), encontra-se também em expansão, uma vez que se distingue como uma revés educativa que favorece o acréscimo de oportunidades à formação superior com qualidade e de forma flexível. Salienta-se que o elevado número de cursos à distância, deve-se ao fato do surgimento do Projeto Universidade Aberta do Brasil (UAB), em 2006, pelo Ministério da Educação, que vem ao encontro com as iniciativas de favorecer a criação de polos municipais em parceria com universidades Federais. Os recursos tecnológicos permitem que o aluno desenvolva competência, autonomia e habilidades essenciais para sua atuação no mundo do trabalho, pois são usados de forma integrada, nos diferentes níveis de ensino, favorecendo a construção de currículo mais ativo, expressivo e contextualizado.

  • Gabriela Souza

    domingo, 12 de agosto de 2012 às 23:03

    Qualquer aprendizagem necessita de teoria e prática, mediadas por metodologia eficaz e adequada. Não se tem como aprender com cursos apenas conteudistas e sem significado para o aprendiz. Além dos Referenciais de Qualidade para o Ensino Superior a distância, é urgente a necessidade de uma legislação voltada para a Educação Profissional a distância. É preciso qualificar a produção de cursos a distância, sobretudo on-line, das empresas que os fornecem aos RHs de organizações que buscam formação e aperfeiçoamento de seus colaboradores. Enquanto isso não for feito, os "cursos lixo" continuarão a existir. O pior é que muitas pessoas ainda não se conscientizaram que estão jogando dinheiro no lixo, alimentando os bolsos das empresas que nem sabem o que é um processo de aprendizagem e, o mais grave, não aprendendo nada!

  • Daniela Krüger Stamm

    sábado, 01 de outubro de 2011 às 22:40

    Acredito que dentre as modalidades da educação disponíveis à sociedade, a EAD se consagra pela sua capacidade de democratização. Porém, como também em qualquer modalidade da educação detalhes importante devem ser observados quanto à instituição que a oferece, pois percebe-se através de detalhamentos específicos se esta instituição tem em seu fim puramente o mercantilismo, ou ainda, se ela oferece um planejamento estratégico de forma o ofertar a sociedade oportunidades de aprendizagem. Detalhes importantes que podem ser observados: serviços de orientação e aconselhamento aos alunos, avaliação realista da qualidade, políticas para o corpo docente, ferramentas tecnológicas utilizadas nos diversos ambientes de aprendizagem, caracterização avaliação em si da aprendizagem, certificação, dentre outros. Não esquecendo do fato do aluno de EAD também possuir um perfil específico que requer: disciplina, tempo, organização, dentre outras intenções e características para o seu sucesso num curso a distância.

  • Mardonio Paz

    sábado, 01 de outubro de 2011 às 10:46

    Infelizmente existem "abutres" em todas as áreas. Mas na nossa área: a educação, é inaceitável, não podemos brincar com a educação. É por meio dela que teremos o futuro do nosso país. Infelizmente temos inúmeros exemplos de instituição de ensino a distância que mancham a educação esta modalidade, porém, por outro lado temos exemplos maravilhosos de entidades sérias que a cada dia crescem mais. Então cabe a nós, antes de iniciarmos qualquer curso analisar o todo, buscar conhcer a fundo a instituição, não se deixar influenciar pelo modismo, para que depois nós não nos decepcionemos.

  • antonio dos reis cardoso

    terça, 27 de setembro de 2011 às 21:45

    Este momento que estamos vivendo nos mostra que vamos encontrar por ai aquilo que procuramos, se algo bom e com qualidade ou simplesmente um passa tempo com ônus e sem aproveitamento algum.

  • Kátia

    segunda, 26 de setembro de 2011 às 20:39

    Infelizmente como em toda área, na educação também existem os oportunistas. Estes não se preocupam com a qualidade de ensino, se preocupam com os lucros fáceis e rápidos que a EAD pode oferecer. Desse modo, visualizam a EAD como um grande investimento, pois os gastos como vimos são bastante reduzidos e o retorno é certo. Assim, acabam oferecendo vários cursos ruins, levando as pessoas acreditarem que todos os cursos nessa modalidade tem o mesmo nível, gerando assim um grande preconceito.

  • Deisi Lima Martins

    segunda, 26 de setembro de 2011 às 17:11

    Realmente existem instituições que visam apenas lucros, mas devemos deixar claro que isso ocorre também em cursos presenciais. Pessoas que estão em busca de profissionalizar-se e acabam sendo lesadas. Por isso a importância do MEC ter controle e fazer vistorias nas instituições para autorizar a abertura dos cursos. Por isso, é fundamental ao escolher o ensino EAD, pesquisar sobre a instituição e verificar se a mesma é ou não autorizada pelo MEC. É um meio de se precaver e evitar futuros transtornos.

  • Paulo Ricardo

    quinta, 15 de setembro de 2011 às 20:48

    Segundo números fornecidos pelo MEC, o Brasil terá até o final do ano mais de 1 milhão de alunos na ensino EAD. Penso que para se fazer cursos à distância temos que ser muito responsáveis e dedicados. Temos também professores muito bem qualificados garantindo o aprendizado dos alunos. Gostaria de convidá-lo a participar do meu blog. Poste o seu comentário sobre o EAD no Brasil. Agradeço antecipadamente. Paulo Ricardo...

  • Gilberto Gedaías Alves

    quinta, 15 de setembro de 2011 às 12:15

      A questão da qualidade envolve vários setores e as mais diferentes profissões. Se a máxima estiver correta "quem é incompetente não se estabelece", o tempo cuidará para que o "lixo" citado no artigo seja devidamente depositado no aterro do esquecimento e do ostracismo.

  • Marise Tupinambá Rodrigues Tôrres

    quinta, 15 de setembro de 2011 às 00:20

    Gostei da crítica feita pelo autor sobre "Educação bancária, não só aquela definida e criticada por Paulo Freire, mas bancária, pois, além de considerar o aluno como simples depósito de conteúdo, vê a educação como uma simples mercadoria geradora de lucros." Na minha opinião, concordo que o MEC precisa avaliar/acompanhar/fiscalizar as propostas pedagógicas e o PDI de cada instituiçao. O ENADE está aí para avaliar a qualidade do curso por meio de avaliaçao dos alunos. Cursos com resultados comprometedores não sao autorizados a serem oferecidos... Por outro lado, concordo com a posição do José Mauro Ribamar, ou seja, sempre existirão empresas de produtos e serviços que oferecerao péssimos ou ótimos serviços/produtos. Cabe a cada um ter responsabilidade, maturidade, discernimento e conhecimento suficientes para escolher o melhor e ser um diferencial no mercado de trabalho.

  • Camila do Vau

    quarta, 14 de setembro de 2011 às 21:20

    Concordo que existam instituições que visam apenas o lucro que não se preocupam com a qualidade do ensino que lesam as pessoas que buscam conhecimento, porém exitem também muitas instituições e pessoas com boas intenções e esses profissionais deveriam cobrar do MEC mais atenção a esta modalidade que se apresenta como uma grande oportunidade pra sociedade.

  • Myrian de godoy saab

    quarta, 14 de setembro de 2011 às 17:11

    É necessário que as pessoas sérias envolvidadas em EaD mostrem sua força e não permitam que esse ótimo meio de Educação seja banalizado por aqueles que não se importam com o que e nem como fazem. Aqueles que estão no mercado apenas para auferir lucros seja lá em que área for. Sei que exite muita gente séria e capaz por trás da Ead e é justamente nesse pessoal que devenos nos concentrar. São eles quem devemos seguir como Mestres e exemplos de como se deve trabalhar e produzir de forma individual, porém contribuindo sempre com o Todo, fazendo da Ead a nova forma de Educação no Brasil e no mundo.

  • Myrian de godoy saab

    sábado, 10 de setembro de 2011 às 20:48

    Infelizmente não é somente na área da educação que estamos rodeados de abutres, porém nessa distinta área isso é realmente preocupante pois é a área que ajuda a formar nossos cidadãos. E que tipo de cidadãos estão sendo formados com esses cursos que não valem nada? Que tipo de profissionais estariam sendo colocados no mercado de trabalho? Realmente não se pode brincar com a educação e creio que o MEC deve monitorar e se certificar da qualidade daquilo que vem sendo oferecido, inclusive impedindo a proliferação de tais cursos.

  • Leonardo Ferreira

    sexta, 02 de setembro de 2011 às 16:15

    Os dizeres do Jurandir estão bem coerentes, principalmente quando ele relata os fatores de certificações. Exemplo disto, e de que trabalho a algum tempo na área empresarial e muitas pessoas tem a ilusão de que empresas com qualidades são aquelas que se certificam internacionalmente principalmente através de selos ISO, no entanto quem esta “no meio” sabe que muitas vezes estes são comprados; mesmo existindo empresas supostamente sérias por trás da certificação. Como em todo seguimento existem empresas e empresas, na educação não é diferente e enquanto existir mercado (demanda) outros péssimos prestadores de serviço na educação surgirão. Como profissional e docente, acredito que podemos fazer nossa parte não nos “prostituirmos” (é o termo mais coerente que encontrei), buscando seriedade em nossas atividades e agregando valor para os alunos, não simplesmente vendendo uma mercadoria. Depois é esperar que o próprio mercado selecione e exclua.

  • Cleide Santos

    terça, 23 de agosto de 2011 às 19:22

    Jurandir, excelente colocação. Concordo plenamente com você, realmente é preciso fazer alguma coisa, e é difícil. São muitos os cursos que são disponibilizados para a população, Quantas pessoas já não foram lesadas por conta de oportunistas certificados sem validade, entre outos. Precisamos de um envolvimento de todos profissionais da área EaD, Conselhos de Classe e do MEC para consolidação de uma Educação de qualidade.

  • rafael choze

    terça, 16 de agosto de 2011 às 14:17

    os comentários estão muitos bons. Gostaria de enriquecer o assunto. Acho que a questão do EaD é uma tendência forte devido a vários aspectos: financeiro (geralmente são mais acessíveis), comodidade (acesso da própria residência) e o principal que a questão tempo, onde o próorio aluno faz seu horário. Uma desvantagem é o contato visual semanal aluno/professor. Infelizmente, no Brasil, existem resistências na educação a distância.

  • Priscila Vidotti

    segunda, 08 de agosto de 2011 às 10:28

    Olá, gostei muito da sua fala e, realmente, precisamos de profissionais sérios que saibam da responsabilidade em dividir o conhecimento. A educação é a única maneira de melhorarmos o nosso país e a EaD veio valorizar a educação, além de oferecer uma nova oportunidade aqueles que não puderam de alguma forma, continuar os seus estudos. Parabéns!

  • Ronaldo Carvalho

    domingo, 07 de agosto de 2011 às 12:47

    Os cursos EAD se bem aplicados, agregam e muito para os alunos. Entretanto, é bom ficar claro que este formato depende mais do aluno que do professor. Como estes cursos são incipientes em comparação com o presencial, a resistencia a eles é uma realidade. Acredito que há vários cursos sem qualidade, e neste caso o MEC deve fiscalizar para que as institiições de ensino ofereçam ensino que transformem informação em conhecimento. Não temos como lutar contra a tecnologia, afinal, no mundo atual necessitamos adaptar os novos conceitos ao mundo educacional.

  • josé mauro de ribamar e silva

    sábado, 06 de agosto de 2011 às 22:44

    Muito bom o texto. Esse é um assunto que merece uma atenção redobrada de toda uma sociedade. Cursos lixo existem,sem sombra de dúvidas,cabe a todos nós portanto, ter o discernimento de rejeitá-los.

  • Ligia Gobbi

    sábado, 06 de agosto de 2011 às 12:27

    Acho muito importante esta discussão. Se pensarmos em Educação a Distância como uma forma de aprendermos mais, temos que invariavelmente cuidar do conteúdo daquilo que será ensinado. Infelizmente nem sempre é o que ocorre, a invasão de cursos sem terem a mínima pretensão de ensinarem de forma correta, nos faz pensar em termos muito cuidado com o que faremos, pois apesar de tudo existem muitas instituições honestas, que oferecem o EAD para capacitar aqueles que por falta de tempo optam por este tipo de curso. Acredito que se analisarmos desde a instutuição, o conteúdo e quem são seus professores poderemos sim chegar a um bom curso EAD.

  • Andreia Rodrigueiro

    quarta, 03 de agosto de 2011 às 00:09

    Muito bom esse seu post, isso nos mostra que devemos estar sempre atentos quando falamos de educação seja ela semi presencial, presencial ou a distancia, todas envolve o futuro do nosso pais... Se formos realmente discutir qualidade em alguns cursos oferecidos pela internet, vamos ter muito o que falar, então o que nos resta é sempre fazer uma boa pesquisa antes de começar um curso. Parabens pelo blog. abraços!!

  • Antônio Dirceu Pinheiro de Souza

    segunda, 01 de agosto de 2011 às 17:09

    A educação, seja ela presencial ou a distância, para representar algo na vida das pessoas precisa ser de qualidade. A educação a distância, via internet, é algo ainda novo no Brasil e os riscos de termos acesso a produtos de baixa qualidade são grandes. É necessário que tenhamos atenção na hora de pagar por um desses cursos. Saber a idoneidade da instituição é impreterível. Ao acertar com uma instituição séria, escolha um curso que você tenha vontade e, com disciplina, busque o conhecimento.

  • Erso da Silva Pereira

    segunda, 01 de agosto de 2011 às 00:24

    Prezado Jurandir, boa noite... gostei muito do texto. Na condição de professor tutor presencial em EaD, cabe a nós sermos portadores do conhecimento em sua plenitude e não apenas cumpridores de uma grade curricular. É certo que enfrentaremos muitos desafios e muitos obstáculos na EaD em nosso país. Mas basta olharmos para outros países que veremos que estamos no caminho e futuro certo em relação a EaD. Continuarei visitando seu blog. um grande abraço.

  • Ana Raquel de Mello Nunes

    domingo, 31 de julho de 2011 às 22:36

    Olá, boa noite! Gostei muito do conteúdo da postagem. acredito que tenhamos sim educação de péssima qualidade em qualquer que seja a modalidade. A EAD é, portanto, um novo tipo de conceito que promete (e, na verdade, jpa faz acontecer) revolucionar a educação. Conforme muito bem dito, existem muitos que visam apenas lucrar e que não buscam oferecer um curso que seja, de fato, de qualidade. Por esses e muitos outros motivos, muitos ainda são descrentes em relação ao que a EAD realmente pode oferecer. Para mim, é algo inovador e que, se for feito em um local que ofereca um bom curso, deve ser aproveitado para a expansão do conhecimento.

  • Juliana Scapim

    domingo, 31 de julho de 2011 às 19:25

    Assim como a Isabel Macedo estou fazendo um curso à distância sobre Metodologia e Gestão da EAD.  O seu texto sobre a qualidade que vendo oferecida pelas instituições diversas nesta modalidade de ensino enriqueceu as minhas leituras sobre o assunto. Parabéns por levantar a discussão sobre esta polêmica questão! Abraços. Juliana Scapim

  • Jurandir Rafael

    domingo, 31 de julho de 2011 às 18:57

    Em relação à postagem do Régis ( logo abaixo ), acho bastante interessante a colocação "...instituições privadas, associações e redes de indivíduos são livres para criar selos de qualidade conforme critérios em que acreditem. Acredito que ainda vamos ver isso acontecer no Brasil...". Eu também acredito que isso irá ocorrer, existem inúmeras Instituições que emitem certificações de qualidade para inúmeros serviços e produtos, por que não uma formada por diversos representantes do universo da EaD para emitir uma certificação ? Selo de qualidade não é garantia, mas serve de indicador, principalmente quando quem o emite não é formado por um, mas por muitos indivíduos, através de múltiplos olhares e conhecimentos. Todos têm a liberdade para produzir o que quiser, para infinitas finalidades, a vida é democrática, ainda mais em tempos de Web 2.0, redes sociais e etc. Dar um indicativo para a sociedade do que possui determinados critérios para ser algo bom é mais do que necessário. Quanto mais dialogarmos sobre esta questão, mais debatido for o tema, mais os profissionais se encorajarão para implementar tais ideais de qualidade, não só através da criação de Instituições multi-representativas certificadoras, como também na geração de consumidores mais conscientes, bem como os próprios produtores de cursos lixo se sentirão na obrigação de melhorarem o que é ofertado para a sociedade. Enfim, todos ganham quando debatemos sobre qualidade, principalmente quando está relacionado à educação.

  • Régis Tractenberg

    domingo, 31 de julho de 2011 às 16:10

    Olá Jurandir, copio resposta que enviei para http://groups.google.com/group/docencia-online-independente sobre seu post... abraços, Régis Olá Mi! Sou de opinião que não precisemos defender a docência online independente com relação a tais colocações sobre a qualidade de cursos. Certamente há cursos independentes de qualidade ruim. A DO-In, embora possua elementos que nos permitam acreditar que leve a resultados de qualidade, não oferece efetivamente garantia de qualidade. É preciso lembrar, contudo, que o fenômeno do crescimento exponencial de iniciativas independentes ocorre em diversas frentes como produção de textos em blogs, wikis, e-books, imagens, vídeos, prestação de serviços de todo tipo, comunidades online de temas diversos etc. Não é nova a crítica sobre a proliferação de conteúdos de baixa qualidade na web e as consequencias disso para a sociedade. Também não é novo o argumento que em meio a essa quantidade é gerado material de qualidade (seja lá quais forem os critérios que escolhermos para definir o que é qualidade). Não há como controlar nem censurar esse processo e isso não seria desejável.Por que faríamos algo diferente na área de cursos online? Quem teria legítimo direito de dizer o que é um curso de qualidade? Com relação a outros tópicos abordados no post que você indicou gostaria de comentar: 1. Concordo que associações deveriam ter critérios para admissão se autorizam a exibição de suas logomarcas em sites de associados, pois isso confere aos mesmos credibilidade (infundada) perante o público. Deviam exigir certa quota de apresentação de trabalhos em congressos ou periódicos para oferecer tal autorização, indicando assim que a instituição ou profissional contribui com pesquisas na área. 2. Penso que instituições privadas, associações e redes de indivíduos são livres para criar selos de qualidade conforme critérios em que acreditem. Acredito que ainda vamos ver isso acontecer no Brasil, como já existe no Exterior. 3. Também sou a favor que instituições e profissionais da área de educação procurem informar e promover os princípios que acreditam caracterizar cursos de qualidade. Trata-se de um debate/embate que admite muitos pontos de vista e, mesmo sem consenso possível, há de gerar benefícios para a sociedade. 4. Sou contra, no entanto, que iniciativas desse tipo partam do governo ou que sejam definidos/estabelecidos princípios universais para definir o que seja um bom curso. Devido à complexidade dos fatores envolvidos no planejamento e realização de uma solução, seja qual for a modalidade, os diferentes modelos pedagógicos, a variedade de públicos e objetivos, e mesmo a dificuldade em se definir o que é exatamente um curso, não acredito que a definição de critérios universais seja possível. 5. Sobre questões relacionadas a práticas pouco éticas por parte de cursos livres, creio que merecem ser discutidas e denunciadas. Também escrevi algo sobre isso em: http://educacaoproxima.wordpress.com/2010/04/28/nao-compre-gato-por-lebre/http://educacaoproxima.wordpress.com/2010/06/06/192/http://educacaoproxima.wordpress.com/2010/08/07/nao-compre-gato-por-lebre%E2%80%A6-iii-cargas-horarias-superestimadas/ Abraços,Régis

  • IVAN SAVI

    domingo, 31 de julho de 2011 às 12:42

    Realmente a EAD está virando, para alguns, apenas uma maneira de obter lucros. Concordo plenamente que deveríamos nos unir, para podermos melhor controlar e exigir de entidades representados, uma melhor fiscalização, acompanhamento e controle da EAD. Para mim todos os cursos na modalidade EAD deveriam passar por exames de Órgãos regulamentadores antes e durante (de tempos em tempos) a execução desses cursos, seriam avaliados não somente os cursos, mas também a entidade que o oferece. O que acha?

  • Isabel Macedo

    sábado, 30 de julho de 2011 às 22:53

    Caro Jurandir, Estou fazendo um curso à distância sobre Metodologia da EAD. Confesso que, encontrar seu blog e em particular o texto sobre a qualidade da Ead agregou muito junto as minhas pesquisas. Continuarei acompanhando o Blog e aguardando outros textos sobre a temática. Parabéns! Isabel Macedo

  • Hamilton

    sábado, 30 de julho de 2011 às 21:15

    Juarndir, boa noite! Ao ler o tema Qualidade na EAD comecei a recordar sobre as avaliações que o MEC realiza nos diversos cursos presenciais existentes nas diversas IES. Dei uma rápida passada no sítio do MEC e pude constatar que a legislação vigente não sofre alteração faz algum tempo. Se eles marcam pesado no presencial, como é que funciona com a EAD. Infelizmente a única conclusão que chego é que neste país nada se cria tudo se copia, se deu certo no passado (Logus), mantém no presente. Sabemos que a EAD é o futuro, já sendo massificado no presente, a formação presencial não deixará de existir, fatalmente ocorrerá a inversão, os presenciais serão raros, exceto os cursos totalmente presenciais, ainda medicina, ainda direito e .... unamos força!.

  • Marina Vianna

    sexta, 29 de julho de 2011 às 10:13

    Olá, Gostei muito do post, pois você apontou muito bem algumas coisas que eu vivo. Eu sou recém formada em Pedagogia, tenho apenas 2 anos e meio de experiência com EAD e infelizmente foram poucas as oportunidades que tive de trabalhar com um bom curso a distância, fico mais chateada ainda, porque nesse tempo estou em instituições públicas renomadas e que se intitulam 'escolas corporativas'. O que vejo trabalhando com EAD são pessoas que não tem nenhum preparo e muitas vezes nem são educadores, o critério para trabalhar com a modalidade a distância muitas vezes é 'saber informática' e a razão para escolher cursos a distância é a economia de gastos... Enfim, vejo na prática o quanto é difícil mudar certos 'conceitos' e estereótipos, confeço que as vezes fico bem desanimada por literalmente me atarem as mãos, mas acredito muito na EAD e trabalho verdadeiramente com amor. Acompanharei o blog sempre, e convido para conhecer o meu: http://marinavianna.blogspot.com/ Abraços!

  • Noemi Bueno

    quarta, 27 de julho de 2011 às 13:03

    Olá Jurandir, gostei muito do seu texto e gostaria de cumprimentá-lo pela ousadia e coragem em expor esta questão. Como você abordou, infelizmente esta postura está presente em todas as modalidades de ensino, mas vejo que na EAD (devido ao baixo custo de manutenção dos cursos) isto ocorre com mais frequência e por isto merece uma atenção redobrada, não apenas por parte dos alunos (que irão usufruir destes serviços), mas também por parte dos professores (que devem se atentar para não compactuar com esta prática destrutiva) e da própria sociedade (que a cada dia necessita lutar para seus os direitos sejam preservados, como o de uma educação de qualidade, por exemplo).

  • GILMAR FROTTÉ

    terça, 26 de julho de 2011 às 18:37

    Não podemos ignorar que a educação a distância é um negócio que envolve grandes investimentos. Os governos federal, municipal e estadual deve oferecer infra estrutura para promover cada vez mais a inclusão digital.  As universidades cabem investir em tecnologias para oferecer um produto de qualidade. Achei interessante em ter um organização para dar certificação de qualidade. Além de uma agência nacional para educação a distância.

  • Elane Ramalho - Tutora Presencial de Curso de Graduação-EAD

    sexta, 22 de julho de 2011 às 09:40

    Caro Jurandir, parabéns pelo texto. Ressalto a relevância da sua colocação quanto ao nosso papel como profissionais da EAD.Temos que nos preparar para sermos os defensores de um ensino de qualidade e não de um ensino que vise o lucro de seus mantedores. A sociedade em que vivemos hoje, uma sociedade do conhecimento (onde o conhecimento é fonte principal de riqueza e bem-estar), merece ter acesso a cursos de qualidade, com profissionais sérios e conscientes do seu papel neste novo cenário educacional.

  • Luciana Modesto

    quinta, 21 de julho de 2011 às 12:28

    É isso ai Jurandir! Belo texto. Ensino de qualidade é garantia de um futuro promissor a qualquer um de nós. A internet possibilitou um alcance ainda maior do conhecimento, mas é preciso saber filtrar, selecionar, analisar e escolher. Internet significa uma ampla interação e o EaD consegue potencilizar ainda mais essa troca. Todos saem ganhando! abraços!

  • Aline Locatelli

    quinta, 21 de julho de 2011 às 11:18

    Concordo de olhos fechados com a opinião exposta acima! Os cursos a distância estão "na moda" e, o que antes era preconceito, hoje é perigo. As pessoas passaram a aceitar melhor a modalidade a distância, mas ainda não têm parâmetros suficientes para distinguir uma unidade de ensino séria das que pretendem apenas lucrar. É obrigatório que nós, profissionais da Educação a Distância, estejamos atentos e preparados para orientar os verdadeiros interessados no sucesso do curso.

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